O Troféu Cultura, idealizado pelo jornalista e produtor cultural Toinho Silveira, chega à sua 22ª edição consolidado como a principal honraria de reconhecimento da produção artística no Rio Grande do Norte.
Neste ano, o evento traz o tema “Encontro de Gerações”, valorizando desde trajetórias já consagradas até os novos talentos que movimentam a economia criativa e a identidade cultural do estado.
A Grande Noite de Premiação
A cerimônia de entrega dos troféus acontece nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, em uma noite de gala no Teatro Riachuelo Natal. O evento reunirá artistas, produtores e entusiastas para celebrar os destaques do ano anterior (2025).
Categorias e Seleção
A premiação contempla 10 categorias principais, selecionadas por uma curadoria especializada, abrangendo diversos segmentos como:
Música
Teatro e Dança
Artes Visuais e Audiovisual
Literatura
Projetos Culturais
Além das escolhas técnicas, o público tem papel fundamental através da votação popular para eleger o Artista do Ano, categoria que costuma movimentar intensamente a cena cultural potiguar.
Onde Acompanhar
Para mais detalhes sobre a lista completa de indicados e atualizações sobre o evento, você pode conferir a cobertura oficial e as redes sociais dos organizadores e parceiros, como o Blog de Hilneth Correia e o portal da Tribuna do Norte. Reserva: É comum que a retirada de ingressos ocorra diretamente na bilheteria do Teatro Riachuelo ou através da plataforma Uhuu (parceira oficial do teatro), mas como a entrada é gratuita, recomenda-se chegar com antecedência, pois o acesso está sujeito à lotação do espaço.
Destaques entre os Indicados (2025)
A lista de indicados reflete a diversidade cultural do Rio Grande do Norte. Confira alguns dos nomes e projetos que concorrem nesta edição:
Festival da Música Potiguar.
Literatura:
Diva Cunha e Constância Lima Duarte – Literatura do Rio Grande do Norte.
Otávio Santiago – “Só sei que foi assim: A trama do preconceito contra o povo do Nordeste”.
Maria Eliza Bezerra Cirne – “Viúva Machado: A Grandeza de uma Mulher”.
Diante do aumento das tensões no Oriente Médio e da possibilidade de um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã, somado ao precedente da remoção de Nicolás Maduro do poder na Venezuela, João Alfredo Lopes Nyegray, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), alerta para um possível efeito sistêmico na ordem internacional.
Segundo o professor, o debate não se limita ao evento militar em si, mas às consequências estruturais para o sistema internacional. “Quando grandes potências recorrem ao uso da força sem autorização clara de mecanismos multilaterais, o impacto vai além do teatro de operações. A mensagem transmitida ao restante do mundo é que as normas podem ser relativizadas conforme o poder do ator envolvido”, afirma Nyegray.
De acordo com o professor da PUCPR, esse tipo de movimento pode gerar um efeito indireto perigoso: países com disputas territoriais latentes ou agendas revisionistas podem interpretar essas ações como um enfraquecimento prático das barreiras jurídicas e políticas que historicamente limitam o uso da força entre Estados soberanos. “Não se trata de um ‘sinal verde’ explícito, mas de uma erosão gradual da percepção de custo político. Em ambientes de competição estratégica, percepções são determinantes”, destaca.
O professor ressalta que a ordem internacional pós-1945 foi construída sobre a premissa de que o uso da força seria exceção e não instrumento rotineiro de política externa. “Se a força volta a ser normalizada como ferramenta de negociação, entramos em um cenário de maior imprevisibilidade estratégica. Estados passam a investir mais em dissuasão própria, inclusive militar, porque percebem menor confiabilidade nas instituições multilaterais”, explica.
No campo econômico, Nyegray aponta que os efeitos não se restringem ao preço do petróleo. “Conflitos dessa natureza elevam prêmio de risco global, pressionam cadeias logísticas, encarecem seguros marítimos e impactam decisões de investimento. A consequência é uma fragmentação econômica ainda mais acentuada, com aumento do custo de capital para mercados emergentes”.
Para o professor, ainda existem freios institucionais relevantes – como interdependência econômica, alianças regionais e mecanismos diplomáticos -, que dificultam uma liberalização total do uso da força. Contudo, ele alerta que a repetição de precedentes pode alterar cálculos estratégicos no médio prazo. “Geopolítica é, em grande medida, gestão de expectativas. Se a percepção global for de que as normas são flexíveis para alguns e rígidas para outros, o sistema tende a se tornar mais volátil e menos previsível. E volatilidade sistêmica tem custos econômicos e políticos que ultrapassam qualquer fronteira regional”, conclui.
A Teia Potiguar 2026, que acontece nos dias 26 e 27 de fevereiro, em Natal, consolida mais um passo histórico da “Cultura Viva” no Rio Grande do Norte. Principal encontro da rede estadual de Pontos de Cultura, o evento reunirá representantes de diferentes territórios para definir rumos da política no estado, eleger a nova Comissão Estadual e fortalecer a articulação potiguar para a 6ª Teia Nacional.
Durante os dois dias de encontro no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN – Cidade Alta), Pontos e Pontões de Cultura, mestres e mestras da tradição, coletivos juvenis, grupos indígenas, quilombolas, artistas independentes e gestores culturais estarão reunidos em mesas de debate, grupos de trabalho e plenárias.
Entre os temas estratégicos debatidos estão: Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos; Governança da Política Nacional Cultura Viva; Cultura Viva, trabalho e sustentabilidade da criação artística; Pontos de Cultura pela Justiça Climática; e Regulamentação da Lei Estadual Cultura Viva.
E contará ainda com Grupos de Trabalho formativos e estratégicos; Mesas temáticas com representantes nacionais; Plenária final do Fórum Potiguar; Deliberações e encaminhamentos políticos.
Construído coletivamente pela Rede Potiguar de Pontos de Cultura, em diálogo com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte (Secult/RN), o evento reafirma a Cultura Viva como política pública só existe baseada na gestão compartilhada e na participação ativa da sociedade civil.
Eleição da Comissão Estadual marca novo ciclo da Rede
A escolha da nova Comissão Estadual dos Pontos de Cultura é um dos momentos centrais da programação. A instância é responsável por representar a sociedade civil na interlocução com o poder público e acompanhar a implementação da Política Nacional Cultura Viva no RN.
A eleição ocorre em plenária do Fórum Estadual do Pontos de Cultura e consolida um novo ciclo organizativo da rede potiguar, que retoma a realização da Teia após 14 anos desde a última edição no estado.
Durante o encontro, serão eleitos os representantes estaduais para a Comissão Nacional e os delegados e delegadas que representarão o RN na etapa nacional, que neste ciclo traz como tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática” e acontece de 24 a 29 de março de 2026, em Aracruz/ES.
RN retoma a TEIA após 14 anos
A realização da Teia Potiguar também carrega um significado histórico: o Rio Grande do Norte volta a sediar uma TEIA estadual após 14 anos desde a última edição realizada. E integra o processo de mobilização rumo à TEIA Nacional, garantindo que as pautas do estado dialoguem diretamente com a construção da política em âmbito federal.
Segundo Henrique José Fernandes, integrante da Rede Potiguar de Pontos de Cultura, assumir esse desafio exigiu articulação, mobilização e compromisso coletivo da Rede de Pontos de Cultura, e que a decisão de realizar o encontro foi construída com responsabilidade e visão de futuro.
“Realizar a TEIA novamente no RN, 14 anos depois da última edição, é assumir um compromisso com a nossa própria história. Sabemos do tamanho do desafio, mas também da força da nossa rede. Aceitamos essa missão porque entendemos que este é o momento de fortalecer a Cultura Viva no estado, consolidar a regulamentação da lei e reafirmar o protagonismo da sociedade civil na política cultural”, disse.
Para ele, a TEIA representa mais do que um evento: é um marco de reorganização e projeção da Cultura Viva no RN. “A Teia é o espaço onde a rede se reconhece, se reorganiza e projeta o futuro. É política pública sendo construída com participação social real”, acrescenta.
A presença de representantes do Ministério da Cultura, da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e de gestores estaduais fortalece a articulação do RN no cenário nacional da Cultura Viva.
Política pública ativa e em construção
Outro destaque do encontro será o debate sobre a Regulamentação da Lei Estadual Cultura Viva, cuja minuta foi protocolada pela Comissão Estadual junto à Secult/RN. O tema será discutido em mesa específica e nos grupos de trabalho, reforçando o compromisso com a consolidação da política como política de Estado.
A construção coletiva do evento, em diálogo permanente com a Secult/RN, demonstra que a Cultura Viva no RN está ativa, estruturada e em processo contínuo de fortalecimento institucional.
Programação cultural e economia solidária
Além das atividades políticas e formativas, a Teia Potiguar 2026 contará com programação cultural aberta ao público, reunindo manifestações de diferentes regiões do estado. A agenda inclui acolhidas culturais, apresentações musicais e expressões de matrizes indígenas e afro-brasileiras.
Durante os dois dias, o público também poderá visitar a Feira de Economia Solidária e Criativa, fortalecendo a geração de renda e o empreendedorismo cultural nos territórios. E o Museu do Brinquedo Popular estará aberto para visitação durante todo o evento, oferecendo uma imersão na memória lúdica potiguar.
Além dos shows de grupos locais com apresentações de Pau Furado – Mulheres Quilombolas (Macaíba/RN), Carlos Zens e Choro do Caçuá, Trotamundos, Ponto de Cultura GiraDança, Fuxico de Feira, Toré da Aldeia Lagoa de Tapará (Macaíba/São Gonçalo do Amarante/RN), Trio Caninana, Folia de Rua Potiguar e Ponto de Cultura Balanço do Morro.
“A Teia reafirma que a Cultura Viva é política pública ativa, construída com participação social, diversidade cultural e articulação institucional. O Rio Grande do Norte segue fortalecendo sua rede e ampliando sua voz na construção da Cultura Viva em âmbito nacional”, finaliza Fernandes.Confira a PROGRAMAÇAO COMPLETA pelo link https://l1nk.dev/VOdzF :
PROGRAMAÇÃO OFICIAL
26 de fevereiro (quinta-feira)
9h às 12h – Credenciamento 9h às 20h – Feira de Economia Solidária e Criativa 10h – Acolhida Cultural Pau Furado de Mulheres Quilombolas Macaíba/RN 10h30 – Apresentação da Rede Potiguar dos Pontos de Cultura Comissão Estadual dos Pontos de Cultura; Comitê Estadual de Cultura do RN; Pontão de Cultura CECOP; Pontão de Cultura ZooN; Pontão de Cultura Ciranduís. 12h – Almoço Cultural Carlos Zens | Espaço Ruy Pereira
Museu do Brinquedo Popular estará aberto para visitação durante todo o evento no IFRN.
14h – Acolhida Cultural TrotaMundos
14h30 – Grupos de Trabalho
Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos;
Governança da Política Nacional de Cultura Viva;
Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística.
Pontos de Cultura pela Justiça Climática
Regulamentação da Lei Estadual Cultura Viva
17h30 – Acolhida Cultural GiraDança
Apresentação da Comissão Estadual dos Pontos de Cultura.
Convidados: Governo RN; Ministério da Cltura -MINC; Comissão Estadual e Nacional; IFRN; SECULT/RN; FJA; José Arnóbio, reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).
Mesa temática:O que é ser um Ponto de Cultura?
Carolina Freitas- Coordenadora de Planejamento e Sistema da Cultura Viva (SCDC/MINC) Eduardo Lima (PE)- representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC)
20h – Jantar Cultural Fuxico de Feira | Espaço Ruy Pereira
27 de fevereiro (sexta-feira)
9h às 20h – Feira de Economia Solidária e Criativa 8h30 – Acolhida Cultural Toré da Aldeia Lagoa de Tapará 9h – Aprovação do Regimento Interno do Fórum Potiguar dos Pontos de Cultura; 10h – Mesa de Trabalho: Regulamentação da Lei Estadual Cultura Viva e Leis Municipais. Apresentação da proposta da Comissão estadual e dos Grupos de Trabalho para a regulamentação da Lei Estadual Cultura Viva. Convidados: Parlamentares, SECULT, Comissão Estadual e NacionaL
Museu do Brinquedo Popular estará aberto para visitação durante todo o evento no IFRN.
13h – Almoço Cultural Trio Caninana | Espaço Ruy Pereira
14h – Apresentação das Propostas dos Grupos de Trabalho 14h30 – Plenária Final
Eleição Comissão Estadual dos Pontos de Cultura;
Eleição Representante Estadual para a Comissão Nacional;
Eleição Delegados TEIA Nacional dos Pontos de Cultura;
19h – Jantar Cultural Folia de Rua Potiguar | Espaço Ruy Pereira
20h – Encerramento cultural da Teia Potiguar 2026 Show Balanço do Morro | Espaço Ruy Pereira
Estudantes da Escola Estadual Santos Dumont, de Parnamirim (RN), conheceram nesta quinta-feira (19), em Natal, a boia Bravo – tecnologia desenvolvida de forma inédita no Brasil pela Petrobras, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE).
O equipamento permite a coleta de dados essenciais para a determinação do potencial de geração de energia eólica offshore (no mar), a nova fronteira energética no país, e também serviu de inspiração para um protótipo criado na escola, premiado em 2025.
O trabalho “Bravo 2 Escolar: Prototipagem STEAM para Monitoramento e Segurança da Amazônia Azul”, desenvolvido por alunos do 2º e do 3º anos do Ensino Médio, foi um dos vencedores da 2ª Exposição Temática Estudantil da Amazônia Azul & Economia do Mar – feira de ciências realizada dentro da programação da “III Semana da Amazônia Azul & Economia do Mar”, promovida em novembro pela Sociedade Amigos da Marinha de Natal (Soamar-Natal), com apoio do Comando do 3º Distrito Naval e da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte.
A visita do grupo foi realizada à área de produção de protótipos do ISI-ER, na capital, onde são desenvolvidas as boias Bravo e outras tecnologias. “Esse é o tipo de projeto importante para despertar vocações nos jovens para a área de ciência, tecnologia e matemática, de que o Brasil tanto precisa para desenvolver sua indústria”, afirmou o coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento do ISI-ER, Antonio Medeiros, ao receber os estudantes. “Para que, num futuro próximo, cientistas que hoje trabalham desenvolvendo tecnologias sejam substituídos pela nova geração, é preciso estimular esse interesse nas escolas.”
Inovação
Na Escola Estadual Santos Dumont, dez estudantes participaram da criação do protótipo da Bravo.
Cartolina, sensores e programação foram usados para dar forma à ideia e simular o funcionamento da boia original, explica o professor orientador da turma, Heleno Carlos de Lima Neto – doutor em Geodinâmica e Geofísica e também professor da FAETI, Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais do SENAI-RN.
“O modelo desenvolvido pelo grupo mede velocidade das nuvens, temperatura e umidade relativa do ar. A partir desses dados, calculamos o índice de calor, popularmente conhecido como sensação térmica, e o ponto de orvalho, parâmetros que interferem nas precipitações”, detalha.
O professor explica que o projeto nasceu de um processo gradual. Em 2024, os alunos já haviam desenvolvido um radar para embarcações utilizando Arduino – plataforma que facilita o aprendizado de programação e o desenvolvimento de projetos de eletrônica e robótica. Foi também nesse período que ganharam força as discussões sobre energias renováveis.
A escola foi uma das contempladas no projeto Escolas Solares, que instalou miniusinas fotovoltaicas em unidades da rede pública do Rio Grande do Norte, como laboratórios práticos para o Ensino Médio em aulas de física, geografia, ciências e matemática.
A iniciativa foi viabilizada por emenda parlamentar do então senador Jean Paul Prates, por meio de convênio firmado entre o ISI-ER e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
“A escola recebeu infraestrutura que inclui também um notebook, que usamos para organizar a programação, e uma smart TV para exibir vídeos e montar apresentações, uma ferramenta de visualização para perceber melhor quais são as ideias. Não ficou limitada apenas ao estudo da energia solar”, afirma o professor.
Em 2025, com o tema da economia do mar em debate e a expansão da energia offshore no horizonte, a turma decidiu avançar.
Além do aprendizado técnico, o professor destaca ganhos em autonomia e organização. “Eles precisaram comparar sensores, definir o que era possível fazer, cumprir prazos e entender a viabilidade de uma escolha. São competências que vão além da física.”
O processo também envolveu a aplicação de conceitos de óptica, cinemática e termodinâmica.
“A gente teve a oportunidade de colocar, pela primeira vez, esses assuntos em prática, programar e ver funcionando. Foi uma experiência única”, diz a estudante Anna Eliza de Souza, 17, integrante do grupo.
Para ela, o projeto demonstra a importância de uma tecnologia 100% brasileira e pode influenciar seus próximos passos. “Toda essa experiência tem agregado bastante às minhas opiniões e expectativas sobre o futuro. Sempre tive uma quedinha por meteorologia – aprender sobre clima, atmosfera, nuvens e vento – e ver que dá para misturar isso com eletrônica, usar tecnologia para ter informações mais específicas e certeiras do que o nosso olho me ajuda a querer seguir nessa linha.”
Para Roger Teixeira Batista, 17, o projeto reforçou o interesse que já existia pela área de tecnologia e foi decisivo para que passasse em um concurso de programação. “Eu sempre fui fã de TI, e esse projeto foi uma alavanca.”
Também participaram do projeto os estudantes Bryan Fernandes de Lima, Daniel de Morais Silva, Guilherme da Silva Sales, Luiza de Oliveira Castro, Marina Carlos Costa, Phietro Brito Sales, Wesley da Silva Sirino e Yasmin Araujo do Vale.
O instrutor de tecnologias e supervisor do Túnel de Vento do ISI-ER, Leonardo Oliveira, apresentou à turma detalhes técnicos da Bravo e explicou a importância da tecnologia para a indústria de energia eólica.
A coordenadora pedagógica da Escola Santos Dumont, Elzaneide Morais, a professora de Sociologia, Kecia Milena, e o professor de Geografia, Luiz Antônio, também participaram da visita.
SAIBA MAIS SOBRE A BRAVO
Testada pela primeira vez em 2022, a Bravo – sigla para Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore – é um modelo flutuante de Lidar (Light Detection and Ranging) desenvolvido com tecnologia nacional.
A segunda etapa do projeto, que serviu de inspiração para o trabalho dos estudantes, possui maior área de convés e atualização na parte eletrônica em relação à primeira versão. Foi lançada em 2023, a 20 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte, no mar de Areia Branca (RN), para campanha de testes e validação.
Conhecida como Bravo 2, a boia pesa sete toneladas, tem quatro metros de diâmetro e quatro metros de altura. Sua autonomia energética é garantida por módulos de energia solar fotovoltaica.
O equipamento registra velocidade e direção dos ventos, variáveis meteorológicas – como pressão atmosférica, temperatura do ar e umidade relativa – e variáveis oceanográficas, como ondas e correntes marítimas. Esses dados são fundamentais para determinar o potencial de uma área para a produção de energia eólica.
O investimento da Petrobras na primeira versão foi de R$ 11,3 milhões, por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A segunda fase foi viabilizada com recursos da Cláusula de Investimentos em PD&I, regulada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O Derradeiro de Maio revelou o primeiro nome que vai dividir o palco com Dorgival Dantas nos dias 15 e 16 de maio, na Cidade do Forró, em Olho d’Água do Borges: o cantor João Gomes.
E o convite foi feito pessoalmente por Dorgival a João em um momento todo especial: durante o evento “Drilha de São João Gomes” ocorrido neste domingo (22), em Recife (PE).
Além de ser convidado para a quarta edição do evento, João Gomes ganhou de Dorgival um presente com toda a representação do Nordeste e planejado pela organização do Derradeiro: uma mala confeccionada por Amanda Drafts e uma camisa ilustrada pelo artista Raphael Freitas
A parceria entre os dois não é novidade. João Gomes já havia participado do DVD Raízes, de Dorgival, e a reaproximação no palco do Derradeiro promete ter o peso de quem sabe o que é carregar a tradição sem abrir mão da força que move multidões. “Com certeza vai ser muito bom ter o João com a gente lá no Derradeiro”, disse o idealizador do projeto.
O anúncio chega num momento em que o Derradeiro de Maio já esgotou dois lotes de ingressos e vai ter transmissão para todos os estados do Nordeste, além de partes do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Agora em sua quarta edição, o Derradeiro de Maio acontece na Cidade do Forró, espaço pensado para ser um ponto de encontro entre a cultura nordestina e quem a vivencia. O evento marca a abertura do São João no Nordeste e reúne, a cada ano, uma grade que mistura grandes nomes com a essência do forró raiz.
Mais convidados que vão compor a grade de atrações serão anunciados para o Derradeiro de Maio nos próximos dias. Dois lotes de ingressos já estão esgotados e a expectativa é que o terceiro lote seja aberto em breve. Mais informações estão no perfil oficial @fazendatomexote no Instagram.